MÚLTIPLA DANÇA - DIÁLOGOS 2022
ano 12

PROJETO MEMÓRIA, ARQUIVO E AUTOESTIMA NO CIRCUITO DE DANÇA DE SANTA CATARINA - 4 DIÁLOGOS

QUANDO: 30.04.2022

ONDE: Museu Histórico de Santa Catarina – Palácio Cruz e Sousa (acesso pela entrada lateral, rua Tenente Silveira), praça 15 de Novembro, 227, centro, Florianópolis (SC)

QUANTO: Gratuito

Capacidade máxima: 60 pessoas

Classificação etária: livre

Atenção: é obrigatório apresentar o comprovante de vacinação. Recomendamos o uso de máscara. Chegue cedo, o espaço tem limitação de público.

Acessível em Libras.

O evento será transmitido pelo canal do YouTube do Múltipla Dança.

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MESA 1

10h30: Mídia e a Produção

Com Néri Pedroso e Paula Albuquerque
Mediação: Marta Cesar

 

MESA 2

14h: Acessibilidade nas Artes

Com Lilian Vilela e Thiago Rossi

Mediação: Marta Cesar

 

MESA 3

15h30: Arqueologia Digital: Do Passado ao Futuro
Com Fernando Boppré e Marco Martins
Mediação: Néri Pedroso


MESA 4

17h: Mapeamentos: Memória, Arquivo e Autoestima
Com Luiz Ekke Moukarzel e Sandra Meyer
Mediação: Néri Pedroso

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O Múltipla Dança – Festival Internacional de Dança Contemporânea busca ampliar a sua capilaridade com um desdobramento, uma proposta de reflexão que se estrutura por meio do projeto Memória, Arquivo e Autoestima no Circuito de Dança de Santa Catarina. Trata-se de um encontro cultural no Museu Histórico de Santa Catarina – Palácio Cruz e Sousa, no dia 30 de abril, no centro de Florianópolis (SC), que consiste em quatro mesas-redondas denominadas Diálogos, abertas e inclusivas, presenciais e transmitidas ao vivo no YouTube com a participação de duas intérpretes de Libras.

A iniciativa envolve oito convidados, quatro temas, duas intérpretes de Libras e duas mediadoras. Cada uma das mesas contará com dois profissionais. Em quatro eixos, a intenção é debater sobre a importância da memória individual e coletiva, a gestão e o acesso de dados privados, o valor dos arquivos pessoais e a construção da inclusão de público com deficiência. Os temas “Diálogo com a Mídia e a Produção” reúnem as jornalistas Néri Pedroso e Paula Albuquerque, “Acessibilidade nas Artes” juntam Lilian Vilela e Thiago Rossi, “Arqueologia Digital: Do Passado ao Futuro” aproximam Fernando Boppré e Marco Martins e, por fim, “Mapeamentos: Memória, Arquivo e Autoestima” unem os relatos de Sandra Meyer e Luiz Moukarzel na implantação das plataformas Midiateca de Dança, em 2019, e Mapa Cultural, em 2020. 

As abordagens abarcam aspectos da memória, os acervos, os arquivos, dados e materiais biográficos, cuja organização e visibilidade ampliam a consciência coletiva, noções de pertencimento, representatividade e podem ajudar a elevar a autoconfiança dos trabalhadores da cultura. As ferramentas de gestão pública e privada que apostam em mapeamentos estimulam sentimentos identitários. O Mapa Cultural, projeto do governo do Estado e a Midiateca da Dança, iniciativa de caráter privado, condensam informações do universo da arte e da dança de Santa Catarina, asseguram reconhecimentos, legitimam trajetórias e incentivam pesquisas e conhecimento que impactam na autoestima de quem produz e atua no setor artístico.

 

Emergência de uma prática

No primeiro Diálogo, Néri Pedroso, jornalista, e Paula Albuquerque, jornalista e designer gráfica, falam da experiência no Múltipla Dança, onde cuidam da assessoria de imprensa e design gráfico, respectivamente. Um arquivo bem organizado, segundo elas, qualifica a comunicação com a mídia e a produção dos projetos culturais. De modo didático, dão dicas para refinar a emergência de uma prática e um repertório em sintonia com os apelos de uma linguagem clara e eficaz para amplo público. Além de expansões na era da comunicação, defendem o valor de um bom portfólio, um bom release, resultados de mídia espontânea como ferramenta de construção de arquivo e memória, sugerem algumas condutas no relacionamento com a imprensa. 

 

Em defesa da acessibilidade 

No segundo Diálogo, a questão da acessibilidade e da importância do compartilhamento de dados, acervos e produções artísticas voltados à pessoa com deficiência. Aqui, convidamos a consultora de acessibilidade Lilian Vilela e o ator e intérprete de Libras Thiago Rossi. Com eles, uma escuta sobre a importância da acessibilidade nas artes, os novos rumos e a aprendizagem nesta execução, em relação aos marcos regulatórios legais e a importância da mudança estrutural no tema.

 

Entre a memória, o arquivo e o futuro

No terceiro Diálogo, um historiador e um cineasta. O historiador Fernando Boppré tenta ampliar a compreensão conceitual sob o ponto de vista da história entre memória e arquivo, aponta suas significações e valores no contexto de uma trajetória individual e coletiva. A abordagem analisa a falta e o excesso de arquivos no tempo contemporâneo, convicto de que no campo da cultura em Santa Catarina ainda estamos no exercício da falta. Já o cineasta e produtor Marco Martins traz a sua experiência na construção dos arquivos audiovisuais como patrimônio cultural. Uma fala que, numa linha do tempo, se projeta para o futuro. O que o futuro aponta como melhor modo de salvaguardar memória, arquivo e história?  

Produção de conhecimento e visibilidades

No quarto Diálogo, para a temática dos mapeamentos, da compilação de dados sobre a cultura, a arte e a dança do Estado, convidamos a Fundação Catarinense de Cultura (FCC) para falar da criação e dos impasses da plataforma Mapa Cultural SC que integra o Sistema Estadual de Informações e Indicadores Culturais [Seilic]. Mais que consulta e cadastro de agentes e espaços de cultura, define-se como repositório de pesquisa para elaboração de políticas públicas do setor em âmbito estadual. O outro relato condensa a experiência na implantação e nos resultados da Midiateca da Dança, plataforma criada em 2019 por Jussara Xavier, Sandra Meyer e Vera Torres. Os dados acessíveis nestas plataformas, para além de dados para pesquisa e revelação, provocam impactos na autoestima dos produtores culturais. A partir da organização de arquivos pessoais, cria-se uma memória capaz de estimular consciência individual sobre a própria trajetória e a efetiva contribuição dada sob o ponto de vista artístico. Na cronologia das ações, o reconhecimento de todo um trabalho de criação em favor do bem comum. O indivíduo se enxerga de um outro modo dentro de um coletivo, inserido na cidade e em um contexto social.

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EQUIPE TÉCNICA:

Diretora e curadora do Múltipla Dança: Marta Cesar 

Produção executiva: Gisele Martins 

Convidados: Fernando Boppré, Lilian Vilela, Luiz Moukarzel, Néri Pedroso, Marco Martins, Paula Albuquerque, Sandra Meyer e Thiago Rossi

Mediações: Marta Cesar e Néri Pedroso

Intérpretes de Libras: Danielle Vanessa Costa Sousa e Jéssica Francine Cardoso

Assessoria de imprensa: Néri Pedroso

Design gráfico: Paula Albuquerque

Fotografia: Cristiano Prim

Audiovisual e transmissão: Alan Langdon

Sonorização: Carlos Charlone

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APOIO

Museu Histórico de Santa Catarina

REALIZAÇÃO

Edital Aldir Blanc 2021 – executado com recursos do Governo Federal e Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Governo do Estado de Santa Catarina

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