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>> O portfólio-retrospectiva do Múltipla Dança 2006-2021 (em PDF) está disponível para visualização e/ou download aqui.

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A primeira edição do Múltipla Dança, realizada de 23 a 27 de agosto de 2006, teve como convidados Alejandro Ahmed (SC), Ângelo Madureira e Ana Catarina (SP), Cie Kassen K (França), Inês Bogéa (SP), Eva Schull (RS), Sônia Sobral (SP), entre outros. [Revista-programa disponível neste link]

 

A segunda edição, de 2 a 6 de outubro de 2007, contou com a participação de Armando Menicacci (França), Cie À fleur de peau (França), Clara Trigo (BA), Cláudia Muller (RJ), Daggi Dornelles (RS), Florência Olivieri (Argentina), Rui Moreira (MG), Thembi Rosa (MG), Neto Machado e Stéphany Mattanó (PR), entre outros. O encontro foi amplamente difundido por sites de dança brasileiros e sites franceses, como o portal Culturesfrance.com. [Revista-programa disponível neste link]

 

De 12 a 15 de agosto de 2008, reuniram-se nomes como Caleidos Cia de Dança (SP), Cia. Clébio Oliveira (RJ), Nayse López (RJ), Sacha Witkowski (GO), Sandra Meyer (SC), Sônia Mota (Alemanha), Simone Avancini (SP). Realizou-se uma Mostra de Bolso com artistas catarinenses, com o propósito de apresentar a produção local para curadores e programadores de outras regiões do país, bem como propiciar o contato entre ambos. [Revista-programa disponível neste link]

 

A edição 2009 ocorreu de 25 a 30 de maio e foi comemorativa do Ano da França no Brasil, quando promoveu-se uma residência artística com a coreógrafa francesa Nathalie Pubellier. Nomes como Christianne Galdino (PE), Christophe Martin (França), Grupo Cena 11 Cia. de Dança (SC), Ernesto Gadelha (CE), Marcia Milhazes Cia de Dança (RJ), Marilla Veloso (PR), Paulo Caldas e Stacatto (RJ) e Siedler Cia. de Dança (SC) participaram do encontro. [Revista-programa disponível neste link]

 

A quinta edição do Múltipla Dança, de 25 a 29 de maio de 2010, prestou uma especial homenagem ao artista Anderson Gonçalves (1964-2010). Com uma presença espetacular no palco e na vida, Anderson colaborou de modo apaixonado e significativo para a evolução da dança em Florianópolis. Estiveram presentes na edição de 2010 nomes como Quasar Cia de Dança (GO), Cristina Turdo (Argentina), Cia Grial de Dança (PE), Grupo Cena 11 Cia. de Dança (SC), Vanilton Lakka (MG), Companhia Flutuante (SP), Andrew Hawrwood (Canadá) e Paula Zacharias (Argentina).

 

Ainda em 2010, o Festival fomentou o projeto Ensaios Abertos - Trânsitos, Teoria e Prática, um espaço para exibição e discussão de trabalhos coreográficos, um encontro entre grupos catarinenses com a participação das professoras doutoras Christine Greiner (SP) e Sandra Meyer (SC). Em junho, o Festival promoveu o curso de produção cultural com a carioca Regina Levy, através do projeto Múltipla Dança Desdobramentos. [Revista-programa disponível neste link]

A edição 2013 aconteceu de 27 de maio a 07 de junho e prestou homenagem ao grupo florianopolitano 

Cena 11 Cia. de Dança, que comemorou 20 anos sob a direção de Alejandro Ahmed. Com um repertório extenso de pesquisa, ao colocar Florianópolis na trilha da contemporaneidade, o grupo pavimentou um caminho internacional. Santa Catarina também esteve representada pelo Ronda Grupo de Dança Teatro, Siedler Cia. de Dança, Marcos Klann, Erika Rosendo e Simone Fortes. Na edição, estiverem presentes ainda Teatro Xirê (RJ), João Fiadeiro e Fernanda Eugénio (Portugal), Companhia Gira Dança (RN), Otávio Bastos (PE), Eduardo Severino Companhia de Dança (RS), Valeska Figueiredo (SP), Alexandre Veras e Andrea Bardawil (CE) e Suely Machado (MG). [Revista-programa disponível neste link]

A sétima edição aconteceu de 20 a 25 de maio de 2014 e homenageou a dançarina e pesquisadora Sandra Meyer. O Festival reuniu nomes como Luis Garay & Co. (Argentina), Florencia Vecino (Argentina), Joubert Arrais (PR), Adilso Machado (SC), Cena 11 Cia. de Dança (SC), Balangandança Cia. (SP). [Revista-programa disponível neste link]

De 02 a 06 de junho de 2015, o Múltipla Dança celebrou 8 edições e homenageou a bailarina, coreógrafa e professora Diana Gilardenghi, argentina radicada em Florianópolis. Estiveram presentes Eduardo Fukushima (SP), Cia. Soma (SP), Daniela Alves (SC), Grupo Necitra (RS), Ana Gabriela Castro e Jean-Jacques Sanchez (Brasil/França), entre outros. [Revista-programa disponível neste link]

Na edição de 2016, o Múltipla Dança trouxe em sua programação estreias significativas, com dois trabalhos de Diana Gilardenghi e Sandra Meyer, profissionais de destaque da dança local que, inclusive, foram homenageadas em edições anteriores do Múltipla Dança, e o solo de Elke Siedler (SC). Temos orgulho em optar, sempre, por gerar visibilidade à dança catarinense e, neste sentido, brindamos o lançamento do livro Tubo de Ensaio. Composição [Intervenções +Interseções] e a exibição do documentário Corpo Vodu. A edição contou ainda com nomes como Elías Aguirre (Espanha), Olga Gutiérrez (México), Dança Multiplex (MG), Rui Moreira (MG) e Atitude Cia. de Dança de Garopaba (SC).


A homenageada da nona edição foi Analu Ciscato, pedagoga, arte-educadora e professora de dança formada pela Royal Academy of Dance/Londres (1985), com um importante trabalho de inclusão social através da dança há mais de 15 anos. [Revista-programa disponível neste link]

A décima edição do Múltipla Dança aconteceu em 2017, num cenário de grave crise no setor cultural em nosso país, e teve como homenageada Ida Mara Freire, escritora, educadora, dançarina, diretora, aventureira, pesquisadora incansável. Tivemos a estreia catarinense do espetáculo Protocolo Elefante, da Cia. de Dança Cena 11 (SC), viabilizada, em parte, graças a uma arrecadação de fundos promovida pelo grupo no site de financiamento coletivo Catarse. Junto ao Cena 11, outros catarinenses compuseram o programa. Foi pelo esforço cooperativo destes convidados que o 10º Múltipla Dança ganhou vida. Buscando preservar a diversidade de públicos e danças, agendamos o espetáculo Convite ao Olhar, da Lápis de Seda, núcleo que inclui bailarinos com deficiências em seu elenco. E, ainda, o espetáculo Para Todos os Seguintes, da Key Zetta e Cia., especialmente para a plateia infantil. Destacamos a presença de Inês Bogéa e sua palestra acerca da documentação da dança por intermédio do vídeo. Inestimável é a parceria com o festival Dança em Foco, que novamente possibilitou a mostra de videodança. [Revista-programa disponível neste link]

 

2021, Ano 10 + 1. Porque o primeiro que abre a segunda década do Múltipla Dança inaugurou um novo tempo e formato: uma edição inteiramente on-line, com todas as ações mediadas por tecnologias digitais. 

O programa incluiu espetáculos para o público infantil, juvenil e adulto, conferências dançadas, mostra de videodança, lançamento de livro, entre outras propostas formativas e artísticas. Na lógica de reunir, adicionar e ir além, combinamos ações e desdobramentos. A oficina Múltiplas Críticas constituiu também uma outra atividade: configurou um processo de experimentação, edição e publicação (seleção por um conselho editorial de cinco textos do conjunto produzido na oficina) em sites especializados. As proposições do Múltiplas Críticas ocorreram sob a orientação da jornalista Néri Pedroso que integrou o conselho editorial com as críticas de dança Ana Francisca Ponzio e Sandra Meyer. Já a oficina Dançar Nossas Histórias, com os artistas franceses Denise Namura e Michael Bugdahn para pessoas com idade acima de 60 anos, desenrolou uma mostra pública dos processos criativos desenvolvidos. Após a exibição dos espetáculos infantis seguiram-se propostas de formação direcionadas aos professores de artes. Ou seja, após a apresentação de cada um dos três espetáculos da Cia. Druw, ofertou-se uma oportunidade para percorrer e explorar processos compositivos das diferentes obras, unindo criação e proposição pedagógica, com a diretora, coreógrafa e professora paulista Miriam Druwe.

Iniciativa inédita e específica ao contexto on-line, propusemos uma série de intervenções digitais com artistas da dança nascidos e/ou residentes em Santa Catarina, com a produção livre de uma videodança de dois minutos e a participação em uma live no Instagram. A motivação foi simples: gerar visibilidade, trabalho e renda aos bailarinos e bailarinas do Estado. Sentimo-nos, desde sempre, corresponsáveis pelo ambiente em que estamos inseridos: Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. Tentamos, também, alcançar outros pontos mundo afora e, nesta edição, destacamos a participação da companhia francesa “à fleur de peau”, a alemã CocoonDance, a suíça Alias, além da artista brasileira radicada na Alemanha, Regina Advento e do catarinense Volmir Cordeiro radicado na França. 

O homenageado desta edição foi Marco Aurelio da Cruz Souza, natural de Gaspar (SC). Sua atuação profissional contribui de modo significativo para o desenvolvimento e a difusão da dança de Santa Catarina, especialmente, com a produção de oportunidades e ações formativas que movimentam a dança nas cidades de Blumenau, Gaspar, Itajaí, Indaial, Pomerode, Brusque, Luiz Alves e arredores. Destaca-se sua contribuição na elaboração da proposta e implantação do primeiro e único curso de graduação em dança no Estado que ele coordena de modo obstinado e dedicado para garantir sua qualidade e manutenção ao longo do tempo. Seus esforços reverberam positivamente também em nível nacional e internacional, especialmente como membro diretivo da Associação Nacional dos Pesquisadores em Dança (Anda), por meio dos estudos e intercâmbios desenvolvidos na Universidade Técnica de Lisboa (Portugal), como convidado em festivais e eventos, e no papel de consultor para instituições associadas à educação. 

A edição de 2021 aconteceu em meio a uma pandemia que continua abalando cada uma e todas as nossas relações. Optamos, novamente, por não tomar adversidades como impedimento, mas transformar na medida do (im)possível os desafios em encontros férteis. O novo formato deste tempo (10 + 1) teceu uma trama afetiva profunda, que solicitou um mergulho no desconhecido para buscar o sentido de cada escolha. 

O espetáculo de abertura Normal, da companhia suíça Alias, com direção e coreografia de Guilherme Botelho, apontou àquilo que considera trivial na vida: atravessar um momento difícil, cair, levantar, aprender, enfrentar um problema, estar em crise, reerguer-se em meio aos destroços, ressurgir da queda. Trottoir (Calçada), de Volmir Cordeiro, afirmou a metamorfose como caminho de conquista da liberdade e da alegria. Um passeio que escolheu quebrar impasses e celebrar. 

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Ao longo destes anos, projetos valorosos como o Acervo Mariposa (SP), Dança em Foco (RJ), Rumos Dança do Instituto Itaú Cultural (SP) e Tubo de Ensaio (SC) uniram-se ao Múltipla Dança para viabilizar a programação. 

 

Além da excelente cobertura da imprensa local, com críticas publicadas pelo jornal Notícias do Dia, o Múltipla Dança recebeu o Prêmio Cultura 2008, oferecido pela Prefeitura Municipal de Florianópolis e Fundação Franklin Cascaes para projetos de destaque na área cultural da cidade.