OFICINAS

Sankofa – a Dança como Presente - Orun Santana (PE)

28 a 30 de maio, 15h às 17h, Zoom

Adinkra, símbolo gráfico do povo Akan, África Ocidental. Sankofa, representada por um pássaro firme no chão e a cabeça para trás, simboliza a necessidade de olhar o passado, acessar a história vivida e aprender. O pássaro vai à frente, voa, mas não esquece a história.

A dança como presente: acessar o passado pelo corpo, com o corpo é o maior presente que podemos nos dar. Corpo ancestral, dança primordial, que emerge na construção de uma relação com o tempo. Mover o tempo interno, construir novos presentes para nós mesmos. 

 

A oficina propõe experiências práticas de dança com o artista Orun Santana, autor de uma pesquisa em dança intitulada Ancestralidade do Presente que usa dos princípios de movimento da dança dos orixás e da técnica acogny de danças africanas como método investigativo do corpo. Sankofa - A Dança como Presente é uma proposta de mover ancestral ancorada no tempo, criando conexão do passado presente no corpo, construindo novos futuros. O acesso ao passado é o verdadeiro presente a nós mesmos. “Te convido a voar comigo nessa dança dos tempos...”

 

PÚBLICO-ALVO:

jovens e adultos, a partir dos 16 anos, com ou sem experiência em dança e que desejem viver a experiência do contato com a dança afro.

​Número de participantes: 25.

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ORUN SANTANA é artista, bailarino, capoeirista, professor, pesquisador em dança e cultura afro de Recife (PE), formado pelo Centro de Educação e Cultura Daruê Malungo, pelos Mestre Meia-noite e Vilma Carijós. Brincador da cultura popular, faz das vivências com as danças e brinquedos lugar de pesquisa corporal e investigações artísticas para a cena. Passou pelo Grupo Grial, Compassos Cia. de Danças e Cláudio Lacerda Dança Amorfa, atualmente é diretor artístico da Cia. de Dança Daruê Malungo e realiza o espetáculo solo intitulado Meia-noite. Com esse trabalho recebeu o prêmio de melhor bailarino no Festival de Janeiro (SP). A obra passou por palcos como o do Itaú Cultural (SP), Palco Giratório do Sesc (PE), Festival de Inverno de Garanhuns (PE) e Aldeia Vale Dançar (PE). Em 2019, Meia-noite. realizou uma média temporada no Teatro Arraial Ariano Suassuna (PE) e esteve nos festivais Aldeia Olho D'água dos Bredos pelo Sesc Arcoverde (PE), Festival de Teatro do Agreste – Feteag (PE), Festival de Arte Negra (MG). Neste mesmo ano, Orun Santana participou do 22° Festival Lusofonia (China) e da 11a Semana Cultural da China dos Países da Língua Portuguesa, acompanhando o DJ Dolores em turnê. Em 2020 participou da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, na Plataforma Brasil. Em 2020, durante a pandemia, criou o personagem Tio Orun, iniciando um trabalho pedagógico voltado para o público infantil; também criou a oficina Sankofa – a Dança como Presente.

INSCRIÇÕES: aqui.

(Foto: Lívia Neves)

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Múltiplas Críticas – Néri Pedroso (SC)

25, 26 e 27 de maio, 14h às 16h, Zoom

Reflexão teórica sobre o papel da crítica. Aproximação entre crítica e criação. Processos de criação da escrita voltada para amplo público. A emergência de um repertório em sintonia com a arte contemporânea, em especial a dança. Expansões da crítica na era da comunicação. Experimentação, edição e publicação de cinco textos do conjunto produzido na oficina selecionados por um conselho editorial integrado pelas críticas de dança Ana Francisca Ponzio e Sandra Meyer e a jornalista Néri Pedroso. Os autores dos cinco textos receberão cada um R$ 300,00. A publicação ocorrerá nos sites Conectedance e Midiateca de Dança.

 

PÚBLICO-ALVO:

estudantes, artistas, pesquisadores, professores, espectadores, jornalistas, formadores de opinião. Os participantes devem apresentar um texto sobre o 11º Múltipla Dança. Para a escrita, podem escolher um espetáculo, uma oficina, um diálogo, qualquer uma das ações ou uma análise do festival como um todo. 

​Número de participantes: 25.

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NÉRI PEDROSO é jornalista, pesquisadora e integrante da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA). Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Maria (RS), vive e atua em Florianópolis (SC). Ativista na imprensa cultural desde os anos 1980, com vasta experiência em edição, na criação e coordenação executiva de cadernos e projetos especiais. Diretora da NProduções, microempresa voltada a projetos culturais. No jornalismo cultural, editou o caderno Anexo, do jornal “A Notícia” (1989/1993 e 2000/2005), criou e conduziu o caderno Plural do “Notícias do Dia” (2008- 2011). Entre os projetos especiais, destaca Na Ponta dos Pés, jornal do 8º, 9º e 10º Festival de Dança de Joinville (1991/92 e 93). Em 2004, edita o caderno ANFestival, de “A Notícia”. Autora dos livros Hassis (Tempo Editorial/2010), Coletiva de Artistas de Joinville: Construção Mínima de Memória (Fund. Cultural de Joinville/2012), Superlativa Marina (Inst. Juarez Machado/2017) e Associação Pró-Música de Florianópolis e Darcy Brasiliano dos Santos: Construção Coletiva de Sentidos (Bernúncia Editora/2020). Desde 2013, está na equipe técnica do Múltipla Dança – Festival Internacional de Dança Contemporânea. No campo institucional, além da ABCA, é membro da Academia Catarinense de Letras e Artes (Acla) e sócia-fundadora do Museu de Arte Contemporânea Luiz Henrique Schwanke/Instituto Schwanke, em Joinville, no qual hoje é vice-presidente e integra o conselho curatorial. Escreve para os sites ArqSC e Conectedance. Produz, na condição de free-lancer, para a revista “Francisca” (SC) e o jornal “Notícias do Dia” (SC), entre outros veículos.

(Foto: Franzoi)

 

ANA FRANCISCA PONZIO é jornalista cultural, crítica e curadora na área de dança. Escreveu para alguns dos principais veículos da imprensa brasileira – como jornais “O Estado de S.Paulo”, “Folha de S.Paulo”, “Valor Econômico” e revista “Bravo!”. É autora do livro Escola de Dança de São Paulo – 80 Anos. Realizou eventos de dança como Dança em Pauta e Panorama Sesi de Dança, é criadora e editora do website Conectedance.


SANDRA MEYER é artista, pesquisadora e professora. Foi professora titular do Centro de Artes (Ceart) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) de 1989 a 2016, onde lecionou dança e técnicas corporais no curso de licenciatura em teatro. Atuou no Programa de Pós-Graduação em Teatro (mestrado e doutorado) da mesma instituição (PPGT/Udesc). Implantou e coordenou o curso de Pós-Graduação em Dança Cênica (especialização lato-senso) do Ceart/Udesc (1999/03). É doutora em comunicação e semiótica pela PUC/SP. É autora dos livros A Dança Cênica em Florianópolis (FFC, Florianópolis: 1994) e As Metáforas do Corpo em Cena (AnnaBlume, São Paulo: 2009, 2011). É co-autora dos livros Tubo de Ensaio, Experiências em Arte e Dança Contemporânea (2006); Tubo de Ensaio - Composição [Interseções + Intervenções] (2016); Seminários de Dança I e II (2008 e 2009); Coleção Dança Cênica – Pesquisas em Dança, Vol. 1 (2008) e Coleção Dança Cênica – Histórias de Dança, Vol. II (2012). Atuou como crítica de dança do caderno cultural Anexo do Jornal “A Notícia” (Joinville/SC). Dirigiu o documentário de dança Limiares (2014), premiado pelos editais do Funcine e Cinemateca SC. Foi curadora do Festival Internacional de Dança de Recife (2009/10) e membro do Conselho Artístico do Festival de Dança de Joinville (2008 a 2010). Foi membro do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Florianópolis, como representante da área de dança (2008/10). Integra o coletivo/projeto de dança Corpo, Tempo e Movimento, premiado pelo Edital Elisabete Anderle/SC (2015/17). Preside o Instituto Meyer Filho.

INSCRIÇÕES: aqui.

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Dançar Nossas Histórias – Cie. “à fleur de peau”

Denise Namura e Michael Bugdahn (França)

26 a 28 de maio, 15h às 17h, Zoom

 

Esta oficina de dança-teatro tem como objetivo principal a prática do movimento lúdico, tratada com muito humor e sensibilidade. A partir do simples prazer da dança, continuar a desenvolver o exercício de memória e liberar o imaginário. Em poucas palavras, como se expressar com o seu corpo e dançar inspirando-se por exemplo em suas próprias histórias, lembranças e gestos. Desenvolver a relação dos indivíduos dentro de um grupo, criar um espaço de liberdade, de criatividade e levar o lado humano ao centro de uma prática artística.

Devido à pandemia, as aulas ocorrerão por meio de uma tela, num espaço virtual. Com os participantes serão criados alguns módulos dançados a partir de certas indicações, utilizando elementos dos espaços onde estão vivendo durante o confinamento e/ou ligados às suas próprias histórias. Os coreógrafos também irão sugerir o aprendizado de algumas sequências dançadas.

 

PÚBLICO-ALVO: pessoas acima de 60 anos com motivação e desejo de participação assídua.

​Número de participantes: 25.

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CIE "À FLEUR DE PEAU" é formada pela brasileira Denise Namura e pelo alemão Michael Bugdahn. Eles vivem em Paris desde 1979, onde fundaram a companhia «à fleur de peau» em 1989. Desenvolvem peças coreográficas híbridas, com o gesto carregado de sentido, uma escritura poética e um humor tragicômico, e com um grande enfoque na troca e na cumplicidade com o público. Os dois coreógrafos consideram o ensino e a transmissão como aspectos essenciais de sua pesquisa. Criaram mais de 45 coreografias, para «à fleur de peau» e outras companhias no Brasil (Balé da Cidade de São Paulo, Cia. Cisne Negro, Cia. de Danças de Diadema, Grupo de Dança 1° Ato, Cia. Repentistas do Corpo) e na Europa (Bernballett/Suíça, Cia. Cirka Teater/Noruega, Cia. Border Crossings/Inglaterra-China, Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo/Portugal, Passerelle VZW/Bélgica). Durante seu percurso, a companhia conta com importantes parcerias: Cie. Maguy Marin/CCN de Rillieux-la-Pape, Maison de la Danse de Lyon/Guy Darmet, Centre National de la Danse, Pantin (accueil studio) e Sesc São Paulo. Entre os prêmios conquistados destacam-se o Prêmio Denilto Gomes, categoria criação em dança contemporânea para crianças, 2014, para A Mão do Meio – Sinfonia Lúdica, uma encomenda da Cia. de Danças de Diadema; Prêmio Usiminas Sinparc pela criação de luz, figurino e melhor bailarino, 2013, para Pó de Nuvens, com o Grupo Primeiro Ato; na Europa, Quelques Réflexions obteve o 1° prêmio no International Competition for Choreographers em Groninga (NL), em 1996 e 4'quarts o 1° Prêmio no Tremplins de la Danse em St. Dizier e o Prêmio de Humor no Concours Volinine em St. Germain em Laye, em 1995. 

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MOSTRA DE PROCESSO CRIATIVO 

Exibição de vídeo com trechos selecionados da oficina Dançar Nossas Histórias, ministrada pela Cie. “à fleur de peau” / Denise Namura e Michael Bugdahn (França)

29 e 30 de maio, 18h, YouTube do Múltipla Dança

INSCRIÇÕES: aqui.

 

(Foto: Silvia Machado)

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Dança em Palavras: Experiências com Audiodescrição

Lilian Vilela (SP)

25, 26 e 28 de maio, 10h às 12h, Zoom

A oficina Dança em Palavras pretende instigar experiências com a audiodescrição, recurso de acessibilidade para pessoas com deficiência visual, baixa visão, entre outros. A audiodescrição é uma atividade de mediação linguística que transforma informações visuais em verbais e, com isso, possibilita maior participação e interação das pessoas no mundo das artes. A oficina ensina a elaborar frases de movimentos escritas e adentrar em histórias dançadas com a intenção de compartilhar experiências com e sem o uso do sentido da visão.

PÚBLICO-ALVO: pessoas interessadas em dança e acessibilidade. Não é necessário conhecimento prévio sobre o recurso de audiodescrição.

​Número de participantes: 25.

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LILIAN VILELA é professora nos cursos de bacharelado e licenciatura em artes cênicas, e do programa de Pós-graduação em Artes no Instituto de Artes da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) em São Paulo. É graduada em dança, mestre em educação motora e doutora em educação, todos realizados na Unicamp. Formada pelo método Body-Mind Centering- BMC™ e especialista no Sistema Laban-Bartenieff pela Faculdade Angel Vianna (RJ). Sua experiência profissional como intérprete e criadora em dança com a Balangandança Cia., Grupo Saia Rodada e outros grupos abrange apresentações em diferentes Estados do Brasil, Portugal, Finlândia e Austrália; e obras artísticas premiadas por instituições de fomento tais como MinC, Funarte, SEC-SP e SEC Campinas. É audiodescritora e consultora de dança em trabalhos audiodescritos (AD), com atuações como roteirista e narradora em mostras e espetáculos de teatro e dança. Autora dos livros Metodologia Sesi-SP de Dança (2012); Uma Vida em Dança: Movimentos e Percursos de Denise Stutz (2013); e de capítulos em coletâneas como Cartografia da Dança: Criadores-intérpretes Brasileiros (2001), Algumas Perguntas sobre Dança e Educação (2010), Práticas Somáticas em Dança: Body-Mind Centering™ em Criação, Pesquisa e Performance (2019), entre outros. 

INSCRIÇÕES: aqui.

(Foto: arquivo pessoal)

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Recursos e Percursos no Processo Criativo: Um Olhar Artístico sobre o Pedagógico

Miriam Druwe (SP)

25, 26 ou 27 de maio, 17h às 18h, Zoom

Proposta formativa teórica e prática, tem como ponto de partida elementos contidos nos espetáculos Por ti Portinari, Dalí, Daqui ou De lá? e Poetas da Cor, todos da Cia. Druw, que serão exibidos no horário anterior a cada dia desta formação, dentro do Múltipla Dança. Inclui experiências inventivas para contribuir na complementação da formação do educador, que diariamente encontra o desafio de criar condições singulares de aprendizado em sala de aula. Objetiva explorar as obras artísticas, observar como diferentes recursos podem abrir caminhos capazes de ressoar no imaginário infantil. Os eixos “Impressão, Improvisação e Composição”, percorridos nos processos compositivos da Cia. Druw, servirão de roteiro para criação de propostas pedagógicas.

PÚBLICO-ALVO: professores e arte-educadores.

​Número de participantes: 25.

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MIRIAM DRUWE é graduada em artes visuais pela Faculdade Paulista de Artes, diretora, intérprete criadora com formação clássica e moderna. Participou das principais companhias profissionais de dança de São Paulo, como o Balé da Cidade de São Paulo, Cisne Negro Cia. de Dança, República da Dança e Cia. Terceira Dança. Recebeu o Prêmio de Melhor Bailarina pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA/1993) e indicação de Melhor Intérprete (APCA/2019). Colaborou em projetos de formação em instituições como a Escola Livre de Dança de Santo André, Centro de Formação de Artes Circenses, Centro Cultural São Paulo, Serviço Social do Comércio (Sesc), Galpão do Circo, Serviço Social da Indústria (Sesi), Fábrica de Cultura Núcleo Luz. Ministrou aulas de dança contemporânea para companhias profissionais como Balé da Cidade de São Paulo, Cia. Cênica Nau de Ícaro, entre outras. Em 1996, funda a Cia. Druw, em que atua como coreógrafa e diretora artística.

INSCRIÇÕES: aqui.

 

(Foto: Arnaldo J.G. Torres)

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